Marsilac, situado em São Paulo, oferece infraestrutura completa. Mobilidade: Linhas de ônibus e vias estruturais da região. Educação: Escolas públicas e particulares; unidades de ensino técnico. Saúde: UBS e clínicas; hospitais de referência na região. Lazer: Praças e áreas de lazer. Comércio: Comércio local e serviços variados.
O Polo de Ecoturismo de São Paulo associa a denominação Marsilac a José Alfredo de Marsillac. A identidade Jean Marsilac e a função de diretor da companhia não foram comprovadas. Antes disso, a região era uma vasta área rural coberta por Mata Atlântica, habitada por comunidades indígenas e ocupada por pequenos sitiantes e agricultores que praticavam a agricultura de subsistência e o extrativismo.
A linha férrea, que conectava São Paulo ao litoral sul e ao interior, trouxe um dos primeiros marcos de urbanização para essa área remota, estabelecendo a Estação Engenheiro Marsilac em 1914 e atraindo os primeiros núcleos de povoamento mais estruturados ao seu redor. Ao longo do século XX, Marsilac permaneceu predominantemente rural, resistindo à intensa urbanização que caracterizou o restante da capital paulista.
Um marco crucial para o bairro foi a criação da Área de Proteção Ambiental (APA) Capivari-Monos pela Lei municipal nº 13.136, de 9 de junho de 2001, que abrange grande parte de seu território. Esta medida legal visava proteger as importantes nascentes e mananciais que abastecem a Represa Billings, limitando a expansão urbana desordenada e direcionando o desenvolvimento para a conservação ambiental e atividades de ecoturismo sustentável.
A presença da APA moldou significativamente a identidade e o crescimento do bairro, consolidando-o como um dos grandes pulmões verdes de São Paulo. Atualmente, Marsilac representa um refúgio natural dentro da maior metrópole da América do Sul, com sua identidade fortemente ligada à preservação ambiental, à agricultura familiar e a um estilo de vida mais tranquilo e integrado à natureza.
O bairro enfrenta desafios contínuos como a necessidade de melhorias na infraestrutura básica, como saneamento e transporte, além da luta pela regularização fundiária de muitas propriedades e a proteção contra ocupações irregulares dentro da APA. Apesar disso, sua população busca valorizar e desenvolver o potencial ecoturístico e agrícola da região, mantendo a característica de um bairro que equilibra a vida urbana com a ruralidade e a conservação da Mata Atlântica.