Santa Cruz, situado em Rio de Janeiro, oferece infraestrutura completa. Mobilidade: Trem (Final Ramal Santa Cruz); BRT Transoeste (Terminal). Educação: Colégio Pedro II; FAETEC; Escolas Técnicas. Saúde: Hospital Municipal Pedro II. Lazer: Cidade das Crianças; Base Aérea (eventos); Hangar do Zeppelin. Comércio: Santa Cruz Shopping; Calçadão de Santa Cruz.
Santa Cruz tem suas origens profundamente enraizadas no século XVII, com a instalação de uma fazenda jesuíta dedicada à cana-de-açúcar e à criação de gado. O nome do bairro deriva de uma grande cruz de madeira, conhecida como Cruz dos Militares, que os jesuítas ergueram em suas terras. O aldeamento era habitado por povos indígenas, catequizados pelos religiosos, que formavam a mão de obra principal da vasta propriedade rural, que se estendia por grande parte da Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Este período inicial estabeleceu as bases de uma comunidade agrícola e religiosa, marcando o início de sua rica trajetória histórica.
Com a expulsão dos jesuítas em 1759, a fazenda foi confiscada pela Coroa Portuguesa, tornando-se a Fazenda Real de Santa Cruz e, posteriormente, a Fazenda Imperial. Foi um período de grande desenvolvimento e prestígio, servindo como residência de verão para a família imperial brasileira, incluindo Dom João VI, Dom Pedro I e Dom Pedro II. A chegada da Estrada de Ferro Dom Pedro II em 1878 foi um marco transformador, impulsionando a urbanização e a chegada de imigrantes.
A industrialização começou a despontar com o estabelecimento de matadouros e, embora no bairro vizinho Bangu, a Fábrica de Tecidos Bangu teve grande impacto na economia e no perfil populacional da região de Santa Cruz.
Atualmente, Santa Cruz é um bairro de grande extensão e diversidade, enfrentando os desafios e as perspectivas de uma área em constante crescimento. A presença do Polo Industrial de Santa Cruz, com empresas como a Ternium (antiga CSA), e sua proximidade com o Porto de Itaguaí, conferem ao bairro um importante papel econômico para o estado.
Embora lide com questões de infraestrutura e segurança inerentes a grandes centros urbanos, o bairro mantém viva sua identidade histórica e cultural, buscando equilibrar a preservação de seu patrimônio com a modernização e o desenvolvimento socioeconômico para seus moradores.