Grajaú, situado em Rio de Janeiro, oferece infraestrutura completa. Mobilidade: Ônibus (422, 435, 608); Acesso fácil a Vila Isabel/Tijuca. Educação: Colégio da Companhia de Maria; Escolas de Natação. Saúde: Hospital Italiano; Clínicas locais. Lazer: Parque do Grajaú (antiga Reserva Florestal do Grajaú; distinto do Parque Estadual da Pedra Branca); Grajaú Tênis Clube. Comércio: Largo do Verdun (padarias/serviços); Comércio de bairro.
O bairro do Grajaú, na Zona Norte do Rio de Janeiro, teve sua origem no início do século XX, desmembrado da antiga Fazenda do Grajaú. O nome, de etimologia tupi-guarani, significa 'rio dos grajaús', referindo-se a uma espécie de pássaro ou a uma etnia indígena que habitava a região. A urbanização planejada do bairro, idealizada pela Companhia de Melhoramentos do Brasil por volta de 1904, visava criar um bairro-jardim, com ruas arborizadas e sinuosas, projetadas para uma vida tranquila e familiar.
Seus primeiros habitantes eram, em grande parte, famílias da emergente classe média carioca.
O Grajaú se desenvolveu rapidamente como um oásis residencial, atraindo aqueles que buscavam fugir da agitação do centro da cidade. Um marco importante foi a fundação do Grajaú Tênis Clube em 1917, que se tornou um centro social e esportivo vibrante, desempenhando um papel crucial na vida comunitária do bairro. A arquitetura predominante, com muitas casas em estilo Art Déco e eclético, reflete o período de sua maior expansão nas décadas de 1920 e 1930.
Personalidades como o escritor Érico Veríssimo, que morou no bairro, e o cantor e compositor Noel Rosa, que frequentava a região, ajudaram a construir sua rica identidade cultural.
Atualmente, o Grajaú mantém sua identidade de bairro arborizado, tranquilo e predominantemente residencial, valorizado pela qualidade de vida e pela proximidade com o Parque Estadual do Grajaú, uma importante área de preservação ambiental. Ele é reconhecido pela vizinhança engajada e pela preservação de seu patrimônio arquitetônico, embora a pressão imobiliária seja um desafio.
A busca por modernização convive com o desejo de manter as características originais do bairro, que o tornam tão especial e procurado por famílias que prezam por um estilo de vida mais calmo na metrópole.