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Como comprar o primeiro imóvel: guia completo para iniciantes

Guia para comprar o primeiro imóvel: quanto guardar de entrada, como usar o FGTS, financiamento, Minha Casa Minha Vida, documentação e erros a evitar.

Leitura de 12 min · Atualizado em 2026-07-10

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  • Antes de escolher o imóvel, defina o orçamento: bancos costumam limitar a parcela do financiamento a cerca de 30% da renda mensal comprovada.
  • Além da entrada (em geral a partir de 10% a 20% do valor), reserve de 4% a 6% do preço para ITBI, escritura e registro.
  • Quem compra o primeiro imóvel pode usar o FGTS na entrada e, no primeiro financiamento pelo SFH, tem redução de 50% nos emolumentos de registro.
  • O Minha Casa Minha Vida oferece juros reduzidos e subsídios por faixa de renda; confirme as condições vigentes nos canais oficiais da Caixa e do governo.
  • A compra só se completa com escritura (ou contrato de financiamento) registrada na matrícula do imóvel — planeje esses passos desde o início.

Planejamento financeiro: comece pelo orçamento, não pelo imóvel

O erro mais comum do primeiro comprador é inverter a ordem: apaixonar-se por um imóvel e depois tentar encaixá-lo no orçamento. O caminho seguro é o contrário — primeiro descobrir quanto você pode pagar com folga, depois procurar imóveis dentro desse teto. Dois números definem esse teto: a renda mensal disponível para a parcela e o valor acumulado para entrada e custos.

Na análise de crédito, os bancos costumam limitar a parcela do financiamento a cerca de 30% da renda mensal bruta comprovada do comprador (ou da soma das rendas, quando se compõe renda com cônjuge ou familiar). Esse percentual é uma referência de mercado, não uma regra fixa em lei, e cada instituição tem sua política. Na prática, sua parcela confortável pode ser menor: quem tem filhos, aluguel a pagar durante a obra ou renda variável deve trabalhar com margem.

  • Levante sua renda mensal comprovável: holerites, declaração de imposto de renda, extratos e pró-labore.
  • Liste dívidas atuais (cartão, empréstimos, financiamento de carro), pois elas reduzem sua capacidade de pagamento na análise do banco.
  • Calcule quanto sobra por mês de forma realista e aplique a régua dos 30% como teto, não como meta.
  • Monte uma reserva de emergência separada da entrada: mudar-se para imóvel próprio traz custos imprevistos no primeiro ano.

Entrada: quanto guardar antes de comprar

Na maioria dos financiamentos habitacionais, o banco financia um percentual do valor de avaliação do imóvel — frequentemente até 80%, podendo chegar a 90% em algumas linhas e perfis — e o restante é a entrada, paga com recursos próprios. Para um imóvel de R$ 300 mil, isso significa juntar algo entre R$ 30 mil e R$ 60 mil só de entrada, além dos custos de cartório e impostos.

Entrada maior não serve só para o banco aprovar: cada real a mais de entrada reduz o saldo financiado e, com ele, os juros pagos ao longo de décadas. Se a compra não é urgente, vale comparar o custo de esperar mais um ou dois anos poupando com o custo de financiar um valor maior agora.

O saldo do FGTS conta como recurso para a entrada. Antes de definir sua meta de poupança, consulte o saldo no aplicativo do FGTS e verifique se você atende aos requisitos de uso — isso pode encurtar bastante o prazo até a compra.

Custos além do preço: ITBI, escritura, registro e mudança

O preço do imóvel não é o custo total da compra. Impostos, cartório e despesas acessórias somam, em geral, de 4% a 6% do valor do imóvel — dinheiro que precisa estar disponível à vista, pois normalmente não entra no financiamento. Quem descobre esses custos na véspera da escritura costuma ter que adiar o negócio.

Custos típicos de aquisição do primeiro imóvel além do preço
CustoQuanto costuma serQuando pagar
ITBI (imposto municipal de transmissão)Em geral 2% a 3% do valor do imóvel ou do valor de referência do municípioAntes da escritura ou da assinatura do contrato de financiamento
Escritura pública (Tabelionato de Notas)Tabela de emolumentos do estado, proporcional ao valor; dispensada quando há financiamento, pois o contrato do banco a substituiNa lavratura da escritura
Registro no Cartório de Registro de ImóveisTabela estadual de emolumentos, proporcional ao valor; 50% de desconto no primeiro imóvel financiado pelo SFHAo protocolar o título para registro
Taxas do banco (avaliação e análise)Valor fixo cobrado pela instituição para vistoria e avaliação do imóvelDurante o processo de financiamento
Mudança, pequenos reparos e decoraçãoVariável; reserve uma folga no orçamentoApós as chaves

Os valores de emolumentos de cartório mudam a cada ano e variam por estado. Peça simulação de custos ao próprio cartório ou ao banco antes de fechar a conta da compra.

Simulação de financiamento: compare antes de escolher o banco

Simular o financiamento em mais de um banco é a forma mais rápida de descobrir seu teto de compra real e de economizar. Pequenas diferenças de taxa de juros geram dezenas de milhares de reais de diferença ao longo de um contrato de 30 anos. Na simulação, observe não só a taxa nominal, mas o CET (Custo Efetivo Total), que inclui seguros obrigatórios e tarifas.

  • Compare o CET, não apenas a taxa de juros anunciada.
  • Entenda o sistema de amortização: no SAC as parcelas começam maiores e caem com o tempo; na Tabela Price são fixas, mas o total de juros costuma ser maior.
  • Verifique o indexador do contrato: TR, IPCA ou taxa fixa mudam o comportamento da dívida ao longo dos anos.
  • Considere o relacionamento bancário: alguns bancos reduzem a taxa para quem recebe salário ou concentra investimentos na instituição.
  • Guarde as simulações por escrito para usar como argumento de negociação entre bancos.

A pré-aprovação de crédito é um passo inteligente antes de visitar imóveis: com o crédito pré-aprovado, você sabe exatamente sua faixa de preço e ganha força de negociação com o vendedor, que enxerga um comprador pronto para fechar.

Benefícios de quem compra o primeiro imóvel

O primeiro comprador tem vantagens que compradores de segundo imóvel não têm. As três principais: o uso do FGTS, o desconto de 50% nos emolumentos de registro para o primeiro imóvel financiado pelo Sistema Financeiro da Habitação (previsto no art. 290 da Lei 6.015/73) e o acesso a programas habitacionais com juros reduzidos e subsídios, como o Minha Casa Minha Vida.

  • FGTS: pode ser usado para entrada, amortização ou parte do pagamento, desde que o imóvel seja residencial urbano, dentro do limite de avaliação do SFH, e o comprador tenha ao menos 3 anos de trabalho sob o regime do FGTS e não possua outro imóvel residencial na cidade onde mora ou trabalha.
  • Desconto cartorário: no primeiro financiamento pelo SFH, os emolumentos de registro têm redução de 50%, o que pode significar economia relevante — informe essa condição ao cartório, apresentando declaração de primeiro imóvel quando solicitada.
  • Programas habitacionais: para famílias dentro das faixas de renda do Minha Casa Minha Vida, há juros menores que os de mercado e possibilidade de subsídio na entrada.

Esses benefícios não são automáticos: o banco e o cartório aplicam cada um os seus, mediante comprovação. Pergunte explicitamente sobre o desconto de primeiro imóvel no registro e sobre o enquadramento no SFH — não é raro o comprador de primeira viagem pagar valor integral por não saber pedir.

Minha Casa Minha Vida: como funciona para o primeiro comprador

O Minha Casa Minha Vida (MCMV) é o programa habitacional federal que facilita a compra do primeiro imóvel para famílias de renda baixa e média. O mecanismo combina três elementos: taxas de juros inferiores às de mercado, subsídio (desconto) concedido pelo governo na entrada para as faixas de menor renda e uso facilitado do FGTS. O enquadramento depende da renda familiar bruta mensal, dividida em faixas, e do valor do imóvel, que deve respeitar tetos definidos por região.

Os limites de renda das faixas, os tetos de valor de imóvel e os percentuais de subsídio são revisados periodicamente pelo governo federal. Por isso, trate qualquer número que encontrar em sites e anúncios como referência a confirmar: a fonte segura são os canais oficiais da Caixa Econômica Federal e do Ministério das Cidades, ou a simulação feita diretamente no banco com seus documentos de renda.

  • Reúna comprovantes de renda de todos os membros da família que comporão a renda.
  • Faça a simulação oficial na Caixa (ou em banco participante) para descobrir sua faixa, taxa e eventual subsídio.
  • Verifique se o imóvel desejado se enquadra no teto de valor da sua região e nas condições do programa.
  • Lembre que o subsídio é para quem não possui outro imóvel e, em regra, não foi beneficiado antes por programa habitacional.

Como escolher o imóvel certo para começar

Com o orçamento definido, a escolha do imóvel fica mais racional. Para o primeiro imóvel, a recomendação clássica é priorizar localização e liquidez sobre metragem: um imóvel bem localizado, ainda que menor, tende a valorizar melhor e a ser mais fácil de vender ou alugar quando sua vida mudar — e ela vai mudar.

  • Localização: tempo de deslocamento para trabalho e estudo, transporte público, comércio e segurança da região.
  • Novo, usado ou na planta: o usado costuma ter preço por metro quadrado menor e entrega imediata; a planta permite parcelar a entrada durante a obra, mas exige pagar aluguel e parcelas ao mesmo tempo e envolve risco de atraso.
  • Condomínio e IPTU: mensalidades altas comprometem o orçamento tanto quanto a parcela do financiamento.
  • Visite em horários diferentes: barulho, trânsito e iluminação mudam entre dia, noite e fim de semana.
  • Faça vistoria atenta a infiltrações, parte elétrica e hidráulica — no usado, reparos estruturais podem custar caro.

Um corretor de imóveis que conheça bem o bairro pode acelerar muito essa etapa: ele filtra opções dentro do seu orçamento, conhece o histórico de preços da região e ajuda a calibrar a proposta. Para quem está começando, essa orientação costuma valer o investimento.

Documentação: o que verificar antes de assinar qualquer papel

A segurança jurídica da compra depende de duas frentes de verificação: o imóvel e o vendedor. Do lado do imóvel, o documento central é a certidão de matrícula atualizada, emitida pelo Cartório de Registro de Imóveis, que mostra quem é o dono e se há ônus (hipoteca, penhora, alienação fiduciária). Do lado do vendedor, as certidões pessoais (cíveis, trabalhistas, fiscais e de protesto) indicam se há dívidas capazes de contaminar a venda.

  • Matrícula atualizada com negativa de ônus, emitida há no máximo 30 dias.
  • Certidões do vendedor e cônjuge: distribuição cível estadual e federal, trabalhista (CNDT) e protesto.
  • Certidão negativa de IPTU e, em apartamento, declaração de quitação de condomínio.
  • Na compra na planta: registro da incorporação na matrícula do terreno e histórico da construtora, com atenção às regras da Lei 13.786/2018 sobre distrato.
  • No financiamento, o banco repete parte dessas checagens, mas a diligência própria continua necessária.

Se qualquer certidão apontar pendência relevante — ação de execução contra o vendedor, ônus não explicado na matrícula, dívida condominial alta — pare e busque orientação profissional antes de dar sinal. Resolver antes de assinar é sempre mais barato do que litigar depois.

Formalização em cartório: da assinatura às chaves

A reta final da compra passa pelo cartório em duas etapas. Primeiro, o título: se a compra é à vista, lavra-se escritura pública no Tabelionato de Notas (obrigatória para imóveis acima de 30 salários mínimos, conforme o art. 108 do Código Civil); se é financiada, o contrato de financiamento assinado com o banco tem força de escritura pública e a substitui. Segundo, o registro: o título é levado ao Cartório de Registro de Imóveis e registrado na matrícula — é esse registro que efetivamente transfere a propriedade (art. 1.245 do Código Civil).

  • Pague o ITBI antes da lavratura ou do registro, conforme a regra do seu município.
  • Confira todos os dados do título antes de assinar: nomes, CPF, descrição do imóvel, preço e forma de pagamento.
  • Protocole o título no Registro de Imóveis o quanto antes — enquanto não registrar, o imóvel continua em nome do vendedor perante terceiros.
  • Após o registro, peça a matrícula atualizada em seu nome e atualize o cadastro do IPTU na prefeitura e o cadastro no condomínio.

Não confunda a festa das chaves com o fim do processo. Sem o registro na matrícula, você ainda não é o proprietário formal do imóvel, mesmo tendo pago tudo. Registre sempre.

Passo a passo para comprar o primeiro imóvel

O roteiro abaixo organiza a jornada completa do primeiro comprador, do planejamento ao registro. O prazo total varia bastante: de dois a três meses em compras simples com crédito pré-aprovado até mais de um ano quando ainda é preciso poupar a entrada.

  1. Defina seu orçamento máximo
    Calcule a parcela que cabe na sua renda (referência de mercado: até cerca de 30% da renda bruta) e some entrada disponível, saldo do FGTS e reserva para custos de cartório.
  2. Simule o financiamento em mais de um banco
    Compare CET, sistema de amortização (SAC ou Price) e indexador, e busque a pré-aprovação do crédito para conhecer seu teto real de compra.
  3. Verifique benefícios de primeiro imóvel
    Cheque seu enquadramento no Minha Casa Minha Vida, os requisitos de uso do FGTS e o desconto de 50% no registro do primeiro imóvel financiado pelo SFH.
  4. Escolha o imóvel com critério
    Priorize localização e liquidez, visite em horários diferentes, avalie condomínio e IPTU e faça vistoria cuidadosa do estado do imóvel.
  5. Analise a documentação do imóvel e do vendedor
    Peça matrícula atualizada com negativa de ônus e certidões pessoais do vendedor; havendo pendência relevante, busque orientação antes de dar sinal.
  6. Negocie e formalize a proposta
    Apresente proposta por escrito com preço, forma de pagamento e condições, e assine contrato de compra e venda com cláusulas de sinal e prazos.
  7. Feche o financiamento e pague o ITBI
    Entregue a documentação ao banco, acompanhe avaliação e emissão do contrato, e recolha o ITBI conforme a regra do seu município.
  8. Assine o título e registre na matrícula
    Assine a escritura ou o contrato de financiamento e protocole no Cartório de Registro de Imóveis — o registro conclui a transferência da propriedade.

Erros comuns de quem compra o primeiro imóvel

A maioria dos problemas do primeiro comprador não vem de má sorte, e sim de etapas puladas. Conhecer os erros mais frequentes é a forma mais barata de evitá-los.

  • Esquecer os custos de aquisição: descobrir na véspera que faltam 4% a 6% do valor para ITBI e cartório.
  • Comprometer o teto da renda: assumir a parcela máxima aprovada pelo banco sem folga para imprevistos.
  • Não comparar bancos: aceitar a primeira taxa oferecida e pagar dezenas de milhares de reais a mais em juros.
  • Dar sinal antes de ver a matrícula: pagar para reservar um imóvel cuja documentação nunca foi verificada.
  • Ignorar condomínio e IPTU no orçamento mensal: a parcela cabe, mas o custo total de morar não.
  • Comprar na planta sem ler o contrato: desconhecer prazo de tolerância de obra e as regras de distrato da Lei 13.786/2018.
  • Não registrar o título: pagar tudo e deixar o imóvel em nome do vendedor por meses ou anos.
  • Decidir sozinho sob pressão: fechar negócio no impulso, sem consultar um corretor, advogado ou alguém experiente.

Regra de ouro do estreante: nenhuma decisão de centenas de milhares de reais precisa ser tomada em 24 horas. Se o vendedor ou o anúncio impõem urgência artificial, trate isso como sinal de alerta, não de oportunidade.

Perguntas frequentes

Quanto preciso ter de entrada para comprar o primeiro imóvel?

Na maioria das linhas de financiamento, o banco cobre até 80% ou 90% do valor de avaliação, então a entrada costuma partir de 10% a 20% do preço. Além disso, reserve de 4% a 6% do valor para ITBI, escritura e registro. O saldo do FGTS pode compor a entrada se você atender aos requisitos de uso.

Qual renda preciso ter para financiar um imóvel?

A referência de mercado é que a parcela do financiamento não ultrapasse cerca de 30% da renda mensal bruta comprovada. Assim, uma parcela de R$ 2.000 exigiria renda em torno de R$ 6.700. É possível compor renda com cônjuge ou familiares, e cada banco tem política própria — a simulação oficial é o que vale.

Posso usar o FGTS na compra do primeiro imóvel?

Sim, e é um dos principais benefícios do primeiro comprador. Os requisitos básicos: ter ao menos 3 anos de trabalho sob o regime do FGTS (somando períodos), não possuir outro imóvel residencial na cidade onde mora ou trabalha e comprar imóvel residencial urbano dentro do limite de avaliação do SFH. Confirme as condições vigentes com a Caixa.

O que é o desconto de 50% no cartório para o primeiro imóvel?

O art. 290 da Lei 6.015/73 prevê redução de 50% nos emolumentos do registro para o primeiro imóvel residencial adquirido com financiamento do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). O desconto não é automático: informe a condição ao cartório e apresente a declaração de primeiro imóvel quando solicitada.

Como sei se me enquadro no Minha Casa Minha Vida?

O enquadramento depende da renda familiar bruta mensal, dividida em faixas, e do valor do imóvel, que deve respeitar tetos regionais. Como limites e subsídios são revisados periodicamente pelo governo, a forma segura de saber é fazer a simulação oficial na Caixa ou consultar os canais do Ministério das Cidades com seus comprovantes de renda.

É melhor comprar imóvel novo, usado ou na planta?

Depende do seu momento. O usado costuma ter preço por metro quadrado menor e mudança imediata; o novo tem menos manutenção; a planta permite parcelar a entrada durante a obra, mas soma aluguel e parcelas por dois ou três anos e envolve risco de atraso. Para o primeiro imóvel, entrega imediata e localização líquida costumam pesar mais.

O que é CET e por que importa mais que a taxa de juros?

O CET (Custo Efetivo Total) é o custo completo do financiamento, incluindo juros, seguros obrigatórios e tarifas. Dois bancos com a mesma taxa nominal podem ter CET bem diferentes. Compare sempre o CET das simulações — é ele que determina quanto você pagará de fato ao longo do contrato.

SAC ou Price: qual sistema escolher no primeiro financiamento?

No SAC, as parcelas começam mais altas e caem ao longo do tempo, e o total de juros pago tende a ser menor. Na Price, as parcelas são constantes, o que facilita o orçamento inicial, mas o custo total costuma ser maior. Se a parcela inicial do SAC couber na sua renda, ele geralmente sai mais barato no conjunto.

Quais documentos preciso verificar antes de fechar a compra?

Do imóvel: matrícula atualizada com negativa de ônus, negativa de IPTU e, em apartamentos, quitação de condomínio. Do vendedor e cônjuge: certidões de distribuição cível estadual e federal, trabalhista (CNDT) e de protesto. Na planta, verifique também o registro da incorporação na matrícula do terreno.

Quanto tempo demora para comprar o primeiro imóvel?

Com crédito pré-aprovado e documentação em ordem, o processo de proposta a registro costuma levar de 60 a 90 dias, sendo 30 a 60 dias só do trâmite bancário. Somando a fase de poupança da entrada e a busca do imóvel, muitos primeiros compradores levam de 6 meses a mais de um ano no total.

Vale a pena esperar para juntar uma entrada maior?

Muitas vezes sim: cada real a mais de entrada reduz o saldo financiado e os juros de décadas de contrato. Por outro lado, imóveis podem valorizar e o aluguel pago enquanto se espera também é custo. Faça a conta dos dois cenários com números reais de simulação antes de decidir.

Preciso de corretor para comprar meu primeiro imóvel?

Não é obrigatório, mas para quem está estreando um bom corretor agrega muito: filtra imóveis dentro do orçamento, conhece preços reais da região, orienta a proposta e organiza o caminho até o cartório. A comissão de venda, em regra, é paga pelo vendedor, então o comprador costuma ter esse apoio sem custo direto.

Quando me torno oficialmente dono do imóvel?

Somente com o registro do título (escritura pública ou contrato de financiamento) na matrícula do imóvel, no Cartório de Registro de Imóveis, conforme o art. 1.245 do Código Civil. Pagar o preço e receber as chaves não basta: enquanto não houver registro, a propriedade formal continua com o vendedor.

Conteúdo informativo e educacional; não substitui a orientação de advogados, contadores ou corretores para o seu caso concreto.

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